quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

POESIA REANIMADA em Ponta Delgada, dia 27 de Fevereiro

Será a na Livraria Solmar, a 27 de fevereiro, pelas 19 horas. Apresentação a meu cargo, com muitos amigos e amigas, espero eu... Grande abraço e até lá!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

apresentação do livro POESIA REANIMADA

É já no dia 16 de fevereiro, segunda-feira, pelas 21.30 horas A anfitriã será a Livraria SNOB, em Guimarães: não percam! Tragam abraços que vão ser precisos!


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

número oito: com william shakespeare

o no! it is an ever-fixed mark that looks on tempests and is never shaken;  não temas, o amor se é amor aguenta o inverno, como as amendoeiras, pondo flores na arrogância do frio; não temas, o amor se é amor não te sai das mãos, mesmo que percas a aliança, que há uma voz sanguínea que te leva o pensamento ao coração; não temas, o amor se é amor não precisa de grandes cuidados, apenas um poema de vez em quando, para podar as rosas e tirar o pó da grande mesa, onde nos serve o pão e a água de cada dia.

poema número sete: com rainer maria rilke




lösch mir die augen aus: ich kann dich sehn, que a minha velhice far-se-á do amontoado de pedras que foi imaginar-te, chegando a casa, colhendo as rosas, fazendo a sopa, afastando a febre, vestindo as crianças. wirf mir die ohren zu: ich kann dich hören, que o meu silêncio tem uma música por trás, como cortina que se rompe para fora da janela, mas ainda assim espanta o inverno do esquecimento. brich mir die arme ab, ich fasse dich mit meinem herzen wie mit einer hand, que eu não preciso do meu corpo para alcançar-te, que o meu corpo é um papel que se escreve sozinho, dizendo o amor que vê em vez dos meus olhos e que ouve em vez dos meus ouvidos e que te abraça em vez dos meus braços.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

CINQUENTA POEMAS TIRADOS AO AMOR DOS OUTROS: TENTATIVA NÚMERO UM:


amor é fogo que arde sem se ver, digo-o pela boca que já não te beija, que consente o silêncio e tira do coração xistoso uma combustão lenta, deixando durar o pouco que já não se vive, digo-o no redemoinho atrasado das mãos, pondo fósforos apagados onde antes havia um movimento que te percorria, amor é fogo que arde sem se ver, porque já não me escutas, se do alto do inverno, me ponho à tua frente, como uma casa aberta, onde a lareira explica a função da poesia.