domingo, 10 de agosto de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
a bainha vai de férias, até às próximas chuvas
por motivos tão vários e ricos em potássio e ómega 3, a bainha vai de férias, até às próximas chuvas, com a certeza de uma surpresa.
aproveitem a luz, é tanta e de graça!
sexta-feira, 4 de julho de 2014
ADC:aec / Your Daddy's Car
pegamos nos adereços de um filme magnifico e fomos repetir as cenas perfeitas, com o grão da memória passado a cores, com o destaque das nossas vozes e a altura das nossas imperfeições. como nos filmes, o fim da tarde demorou o que quisemos, mesmo no coração do inverno, com a destreza de nunca termos frio e o sacrilégio de não envelhecermos.
terça-feira, 1 de julho de 2014
ADC:aec / To Die A Virgin
prometeste-me uma casa com mais portas que janelas, um jardim com mais bancos do que árvores, um mar com mais azul do que o céu. prometeste-me uma mão com a chave da poesia, uma cintura com os frutos do verão, uma boca com a água a dar conta da minha sede. prometeste-me uma camisa sem vincos, um cão que vivesse cem anos, um amor que em vez de cair, subisse por nós acima, alastrasse pelos livros, coasse a tristeza do tempo passar.
(to be continued)
sexta-feira, 27 de junho de 2014
ADC:arc / A Woman of the World
ela tornou-se uma estrela, todos a vêem, agora. deixou de ser o meu poema preferido, que não é possível um poema ser lido por tantos e haver tantos a pôr a mão onde apenas cabia a palavra perfeita.
ADC:aec / Commuter Love
há tantas pessoas no mundo que não podemos saber se todas elas existem, se calhar somos apenas uma dúzia de seres indigentes, aqueles que notamos à espera do comboio, aqueles de quem o perfume nos diz se é inverno ou verão, aqueles a quem o amor engana. se calhar o mundo é mais pequeno do que julgamos, cabe em cinco minutos de uma manhã a apear-se para o trabalho, com a dúzia de pessoas que nos hão-de esclarecer o mistério de termos acordado.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
ADC:aec / Don't Look Down
a cidade fica plana quando chega a noite, voamos quando pomos os braços no ar, reinamos sobre as sombras, as palavras soltas dos jornais, as montras que nunca deixam de vender. contamos as pedras que faltam na calçada, choramos do espaço que devia ser verde e pairamos no miradouro, a contar as vezes que a água enche o estuário. voamos quando pomos a boca a falar o que ia atrasado no nosso coração, e a cidade cada vez mais plana, tão plana que escorrega para dentro dos nossos bolsos e nós a crescer com a música que passa pelos nossos olhos.
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