quarta-feira, 3 de julho de 2013

terça-feira, 25 de junho de 2013

# 2



atira um saco de berlindes ao ar
e logo verás que o verão
não tarda a aquecer-te as mãos

sexta-feira, 21 de junho de 2013

# 1 do verão



não importa se chove
se morre o girassol
se desbotam as blusas
no estendal

o verão chega a tua
casa

pela porta grande
da alegria


domingo, 16 de junho de 2013

interrupção involuntária da primavera




A primavera está a dias de acabar... tinha prometido um poema por cada dia de primavera, cheguei aos 56... tendo em conta que foram mais os dias de inverno que os de primavera... talvez o saldo esteja a meu favor...

Vou interromper por uns tempos a bainha, para ela respirar e, quem sabe, coser-se com outras linhas. Mas o outono vai chegar depressa, prometo! E mais forte e condensado que nunca!

Beijinhos e um obrigado especial para todos os que foram incentivando este roteiro para a primavera de 2013.

sábado, 18 de maio de 2013

# 39



às vezes a espera é insuportável, apercebemo-nos da erosão que vai acabar por levar a porta de frente, as telhas de cima, os tapetes de baixo, os sonhos de trás. às vezes a espera é insuportável, os caminhos do mundo que vão dar ao contrário do amor e os mapas que escondem, desenhados a tinta de limão e as tuas mãos, às tantas dissolvidas no teu rosto, precárias como o tempo, quando se aproxima a hora prometida.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

# 38



se não houver música, a beleza do mundo resume-se a um amontoado de poesia que bloqueia a aparição de deus.

sábado, 11 de maio de 2013

# 37



o caminho do amor é estreito, vai dar à garganta escarpada do silêncio sempre que te pões à espera. e és tu quem tem de compor a liana compridíssima com que te lanças para o lado da promessa. e és tu quem tem de colar as asas na boca empurrando para a frente o coração. e és tu quem sabe disto, no precipício que se avizinha, cada vez que a apólice ameaça caducar.