este dia lindo que tu vês, de costas voltadas para a tristeza, fui eu que concebi com artes de costureira. primeiro era apenas uma tira de linho arquivada na última estante do esquecimento, daquelas que não dá nem para a cortina de uma gateira. depois era uma vontade de alinhavar a fertilidade sobre as cores, um voo raso de música, como andorinha chamando papoilas do fundo do silêncio. no fim era isto que nos cobre de alegria, uma luz que diz para tirarmos a roupa, arrepiarmos o corpo e acreditarmos que é tão fácil costurar o amor.
terça-feira, 30 de abril de 2013
# 35
este dia lindo que tu vês, de costas voltadas para a tristeza, fui eu que concebi com artes de costureira. primeiro era apenas uma tira de linho arquivada na última estante do esquecimento, daquelas que não dá nem para a cortina de uma gateira. depois era uma vontade de alinhavar a fertilidade sobre as cores, um voo raso de música, como andorinha chamando papoilas do fundo do silêncio. no fim era isto que nos cobre de alegria, uma luz que diz para tirarmos a roupa, arrepiarmos o corpo e acreditarmos que é tão fácil costurar o amor.
sábado, 27 de abril de 2013
# 34
creio na ocupação do mundo pelas rosas, disse a poetisa. ela que conhecia bem o peso da bruma, o envelhecer lentíssimo das casas, o inverno que dura desde os ombros do outono aos joelhos da primavera e o coração resistindo, resistindo, resistindo. creio na ocupação do mundo pelas rosas, para haver uma razão e sair à rua, aplaudir a heresia e as asas pesando, de repente, com o fulgor do ouro.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
sábado, 20 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
# 29
tanto vale que nos amemos
em bogotá ou letícia, na península extrema ou no pico rutilante da noite,
estejamos dentro de um gavetão ou no centro de uma canoa, à deriva na rosa dos
ventos ou ao lado do milagre aquoso das orquídeas. tudo se resume ao instante
demorado do amor, a música pura onde a paz se acende, sem o acidente da
tristeza, nem a poluição das feridas.
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