sábado, 6 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
# 17
trouxe-te para dentro de casa, que é como quem diz, o meu coração desabitado e juntei-te aos livros que me ensinaram a rezar às flores, como catavento reformado a quem se pede que fique quieto.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
# 15
sempre esta hesitação, falar ou guardar as mãos, dizer a cor e o ângulo das palavras ou fechar tudo dentro de uma caixa, como quando se quer semear fora de tempo e é quase certo que a semente adormeça. entretanto decidimos que o tempo se desvia para trás de nós e arrastamos uma montanha de mecanismos de paciência, com os ponteiros atravessados, a magoar a relva e as sebes de alecrim. todavia, para me salvar desta tristeza, penso que tudo isto tem que ser assim: uma espera que aperfeiçoa a arte de amar. invernos que duram o que for preciso, para a primavera valer a pena.
domingo, 31 de março de 2013
# 14
sei que vai demorar muito tempo a reencontrarmos a nossa primavera, choveu demasiado, adormecemos ao volante e batemos em todas as pedras do caminho. mas ela vai chegar, não vai? e depois podemos andar descalços e contar as maravilhas de haver ainda tempo, vai haver, não vai?
sábado, 30 de março de 2013
# 13
sabes à cor
da primavera
quando repito
o teu beijo
calcado na minha
mão
como uma linha
que promete
acordar
sexta-feira, 29 de março de 2013
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