quinta-feira, 14 de maio de 2015

POEMAS VESTIDOS, NOVO LIVRO DIA 23 DE MAIO


Um exclusivo da Galeria de Arte 9 Séculos, com chancela da Labirinto. Será uma edição ÚNICA de 100 exemplares numerados: capa com ilustração de Izzie Klingels e poesia com um desenho inédito do Mestre José Rodrigues e outro de Urbano. O livro só poderá ser adquirido na 9 Séculos ou através de reserva junto do autor. 10€ PVP inclui portes de envio para todo o mundo onde se fale português.
Prémio Poesia Manuel Alegre 2010, Menção Honrosa Prémio de Poesia Palavra Ibérica 2010, Mostra Labjovem Açores 2010, obra seleccionada para o Plano Regional de Leitura dos Açores.


quinta-feira, 16 de abril de 2015

última sessão do livro POESIA REANIMADA



Será na Feira do Livro da Biblioteca Municipal de Vila do Porto, na Igreja das Vitórias. Pelas 21 horas. Haverá surpresas, mais ou menos surpresas.

Até já.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

POESIA REANIMADA em Ponta Delgada, dia 27 de Fevereiro

Será a na Livraria Solmar, a 27 de fevereiro, pelas 19 horas. Apresentação a meu cargo, com muitos amigos e amigas, espero eu... Grande abraço e até lá!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

apresentação do livro POESIA REANIMADA

É já no dia 16 de fevereiro, segunda-feira, pelas 21.30 horas A anfitriã será a Livraria SNOB, em Guimarães: não percam! Tragam abraços que vão ser precisos!


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

número oito: com william shakespeare

o no! it is an ever-fixed mark that looks on tempests and is never shaken;  não temas, o amor se é amor aguenta o inverno, como as amendoeiras, pondo flores na arrogância do frio; não temas, o amor se é amor não te sai das mãos, mesmo que percas a aliança, que há uma voz sanguínea que te leva o pensamento ao coração; não temas, o amor se é amor não precisa de grandes cuidados, apenas um poema de vez em quando, para podar as rosas e tirar o pó da grande mesa, onde nos serve o pão e a água de cada dia.

poema número sete: com rainer maria rilke




lösch mir die augen aus: ich kann dich sehn, que a minha velhice far-se-á do amontoado de pedras que foi imaginar-te, chegando a casa, colhendo as rosas, fazendo a sopa, afastando a febre, vestindo as crianças. wirf mir die ohren zu: ich kann dich hören, que o meu silêncio tem uma música por trás, como cortina que se rompe para fora da janela, mas ainda assim espanta o inverno do esquecimento. brich mir die arme ab, ich fasse dich mit meinem herzen wie mit einer hand, que eu não preciso do meu corpo para alcançar-te, que o meu corpo é um papel que se escreve sozinho, dizendo o amor que vê em vez dos meus olhos e que ouve em vez dos meus ouvidos e que te abraça em vez dos meus braços.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

CINQUENTA POEMAS TIRADOS AO AMOR DOS OUTROS: TENTATIVA NÚMERO UM:


amor é fogo que arde sem se ver, digo-o pela boca que já não te beija, que consente o silêncio e tira do coração xistoso uma combustão lenta, deixando durar o pouco que já não se vive, digo-o no redemoinho atrasado das mãos, pondo fósforos apagados onde antes havia um movimento que te percorria, amor é fogo que arde sem se ver, porque já não me escutas, se do alto do inverno, me ponho à tua frente, como uma casa aberta, onde a lareira explica a função da poesia.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

com sigmar polke e a bruma atlântica



a noite enterrando-se no fundo da cama do outono, a bruma desse silêncio escondendo a pouca alegria que restou do verão, os frutos mais raros, a água crescendo, as mãos perdendo o sentido da poesia, no entanto, uma escotilha por abrir, a possibilidade de ver de novo o dia, um cântico enumerando as maravilhas do mundo.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

a solidão acompanhada


a solidão começa quando acabamos de comer a sopa, antes ainda dávamos as mãos sobresselentes, debaixo da mesa, agora as mãos estão ocupadas a abrir janelas, a ver o que os outros acabaram de comer, no outro lado do mundo, que nem importa se é atrás de nós. a solidão é estarmos acompanhados, cada um na sua desatenção preferida, a esquecer a arte de convencer o outro, que somos únicos e temos o poder de salvar um minuto, o tempo que podia ser eterno, se a palavra perfeita dissesse o que era preciso, que vale a pena erguer os olhos e espreitar por cima do esquecimento, o papel de parede, o candeeiro, a teia de aranha inofensiva, a minha ruga recente. a solidão é eu deixar de me importar contigo, e esperar que o percebas, ao meu lado, lendo o poema que publiquei agora mesmo, às escondidas, para não dizeres que te ignoro, também, enquanto esperas pelo prato principal.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

poema com Carolyn Honke e Sigmar Polke,



Happy Birthday, dear Carolyn,

fazeres anos é acrescentar alegria a este mundo, pôr um pouco mais de água nas flores, que vão contando como tratas bem das pequenas coisas, que valem a pena.


Yours, Daniel.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

o copista



copio atentamente todos os teus movimentos, o modo como existes dentro de mim, o modo como sais para o mundo, pondo alegria onde antes havia apenas um lugar à espera de acontecer.

arte perdida de subir às árvores



a arte perdida de subir às árvores tirou ao amor um lugar onde era possível adiar a maldade do mundo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ADC: anotada e comentada / The Lost Art Of Conversation



se não falares, como irás mostrar a cor impossível das tuas rosas? se não falares, como iremos encontrar o caminho de volta para a música?

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

CICLO DE LEITURAS ÍNTIMAS

Nos próximos dias 1 a 5 de outubro, eu e o meu caro amigo Pepe Brix, estaremos a promover o nosso livro ENSAIO SOBRE O COMPRIMENTO DO SILÊNCIO, em vários locais:

OUTUBRO <

< 1 _ Guimarães
Livraria SNOB | 19.00

< 2 _ Santo Tirso
Biblioteca Municipal | 10.00

e possivelmente outro horário no mesmo dia, na livraria Sumo de Letras, a anunciar brevemente:

< 3 _ Porto
FNAC MarShopping | 22.00

< 4 _ Cerveira
Porta 13 | 16.00

< 5 _ Lisboa
FNAC Vasco da Gama | 18.30