vês como parti o meu brinquedo preferido, como não adiantou esperar a tarde toda pelo comboio, como o bolo se acabou sem ninguém me avisar? vês pela minha cabeça afundada no enorme livro do silêncio, pela forma como desapareço mesmo à tua frente, pelo pó acumulado na mesinha de cabeceira? vês como caí pelas escadas e os meus pedaços a corar debaixo dos móveis, como tudo é um navio calado à espera de naufragar?
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