Olha, a ilha hoje acordou do lado de dentro das nuvens. Deita fora o excesso da água que pesa no coração do céu. Nem sempre é assim, que o azul é uma cor que sobrevive a todas as estações. Mas hoje não. O mar lava-se nos cabelos da terra, está turvo como, afinal, toda a distância que carrega às costas. E nós, os viventes e os sobreviventes, ficamos apenas à espera, que a ilha nos dê um sinal, uma aberta, uma página seca, para começarmos o dia.
Olha, amanhã a ilha está perdoada. Afinal, é linda mesmo quando te fecha em casa e te obriga a colher saudades.

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