a morte é uma flor
crescendo ao contrário
subiu do coração
num mundo do avesso
o pássaro do amor
iluminando o poemário
como o sol na ilustração
de um beijo espesso
a casa partiu jovem
no meio da escuridão
a palavra prometida
no vazio da parede
é agora um homem
na rosa da solidão
uma memória ferida
baloiçando sem rede
a morte é uma flor
confirmando o coração
enquanto houver fome
e durar a tempestade
enquanto o pincel da cor
distorcer-se da ilusão
haverá luz sobre o teu nome
e vida na eternidade

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