terça-feira, 3 de setembro de 2013

memorial a mário botas




a morte é uma flor

crescendo ao contrário



subiu do coração

num mundo do avesso



o pássaro do amor

iluminando o poemário



como o sol na ilustração

de um beijo espesso



a casa partiu jovem

no meio da escuridão



a palavra prometida

no vazio da parede



é agora um homem

na rosa da solidão



uma memória ferida

baloiçando sem rede



a morte é uma flor

confirmando o coração



enquanto houver fome

e durar a tempestade



enquanto o pincel da cor

distorcer-se da ilusão



haverá luz sobre o teu nome

e vida na eternidade


Sem comentários:

Enviar um comentário