sábado, 17 de agosto de 2013

primeiro parágrafo de contos a haver #2



A casa não me chega para o ar que preciso de inclinar para dentro da minha desarrumação. As janelas parecem seres minúsculos que cintilam alguma luz quando os eclipses se alinham, as estantes estão inclinadas, caem livros e pedras do acaso. Aprendo a falar o silêncio, arranjei um amigo. Ele diz que me vai dar a mão, como um bombeiro quando tira da água o corpo esquecido da criança.


(...)

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