sábado, 18 de maio de 2013

# 39



às vezes a espera é insuportável, apercebemo-nos da erosão que vai acabar por levar a porta de frente, as telhas de cima, os tapetes de baixo, os sonhos de trás. às vezes a espera é insuportável, os caminhos do mundo que vão dar ao contrário do amor e os mapas que escondem, desenhados a tinta de limão e as tuas mãos, às tantas dissolvidas no teu rosto, precárias como o tempo, quando se aproxima a hora prometida.

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