terça-feira, 30 de abril de 2013

# 35



este dia lindo que tu vês, de costas voltadas para a tristeza, fui eu que concebi com artes de costureira. primeiro era apenas uma tira de linho arquivada na última estante do esquecimento, daquelas que não dá nem para a cortina de uma gateira. depois era uma vontade de alinhavar a fertilidade sobre as cores, um voo raso de música, como andorinha chamando papoilas do fundo do silêncio. no fim era isto que nos  cobre de alegria, uma luz que diz para tirarmos a roupa, arrepiarmos o corpo e acreditarmos que é tão fácil costurar o amor.

Sem comentários:

Enviar um comentário