quarta-feira, 10 de abril de 2013

# 22



sempre que demoras a regressar a casa, ela inquieta-se, dobra-se sobre o caminho, espreita como o silêncio pode ser interrompido, um ranger de esquina, os melros levantando das sombras e tudo se encolhendo, como uma mãe aninhando-se sobre os filhotes, protegendo a mais pequena prova, promessa que garantisse a primavera, com alguma chuva e a certeza das frézias, até que a porta não aguente mais o peso dessa míngua e sobre apenas uma palavra, a minutos de se tornar uma ruína.


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