a bainha dos dias
(instantâneos que demoram)
sexta-feira, 22 de março de 2013
# 3
onde estás que te espero
há tanto tempo
preciso das tuas
mãos videntes
do teu nome
entrançado
onde estás que me
perco na chuva
como um baloiço
sem infância
como um poema
desancorado
desviando-se da
luz
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