o começo do mundo foi a coisa mais triste de que há memória, não estava lá ninguém para se emocionar com aquela novidade nem estranhar como é que antes disso não havia nada: para um poeta a coisa era simples, punha-se uma música a balancear o vazio e depois a luz tratava do mistério do silêncio. para uma criança, ainda era mais simples: plasticina, marmelada e bolachas maria, eis como se enche um universo.
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