sábado, 8 de dezembro de 2012

à espera.


dava tudo para ser a macieira velha, a que já nem lembra da cor do verão nem do peso da doçura, a que se encosta devagar para o lado da sombra e espera que as folhas caiam, para ter que contar, para ter que dizer, para ficar mais leve e esperar um dia de inverno, com as suas garras de vento, e finalmente cair para o lado, onde está o brinquedo que perdeste, à espera de ser encontrado, mas tudo isto se derem por mim, tudo isto se me quiserem levantar, tudo isto se finalmente repararem, que há um quintal atrás da casa, à espera.

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