todos os dias há uma corda
que me levanta
e me guia ao pé das coisas
que devo saber de cor
o meu coração desliza
tão baixinho
que já nem pisa
a memória da chuva
é uma folha caindo da mesa
confundindo o poema
atrasando os violinos
e o silêncio tão pesado
como uma casa feita
dentro de um poço
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