estou de volta a casa
e espero que não tenhas saído do lugar
nem tu nem o gato nem a tarde de verão do lado de fora
da nossa tristeza
estou de volta a casa
e sei de cor o poema com que me hás-de perdoar
estes anos à toa
sei a música que vou pôr a tocar
o compasso certo da respiração
o ângulo perfeito das minhas mãos
e o recuo e o avanço do amor
estou de volta a casa
para retomar o momento perfeito que houve
antes de tudo se ter perdido
na voracidade do tempo
estou aqui
onde estás?

Que fique bem em seu refúgio.
ResponderEliminarAbraço do Pedra do Sertão