segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

do amor e outros esquecimentos (com chagall e bon iver)





o amor é uma coisa muito estranha, nunca sabes quando é a valer que ele te cega os sentidos e te amplia a sede do desejo. nunca sabes qual dos primeiros amores é verdadeiramente o último. o amor é uma coisa muito estranha, um espinho que te amortece uma queda altíssima, uma pétala que te empurra pelo precipício e tu adoras cair e depois recolher os teus pedaços e ficar à espera de continuar a cair, a cair até que um dia voes como as pedras atiradas sobre a água. o amor é uma coisa mesmo estranha. quando dás conta deixas de viver e apenas respirar ofegantemente como se morresses e depois ficas sozinho, como uma criança órfã no meio do jardim. passas a vida toda à procura e tudo o que encontras são poemas, canções, livros que contam coisas que poderiam ter sido mas que nunca passaram de palavras mais estranhas ainda. lugares que não podem conviver com o tempo que passa, que passa, que passa.


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