sexta-feira, 22 de julho de 2011

A MINHA CASA

A minha casa ardeu de tanta luz que recebeu este verão. Era meio dia da tarde de agosto quando tudo nela se esqueceu. De repente, vindo do nada, o sol passou de estrela a verniz de parapeito. Uma cicatriz que tinha há séculos no meu coração deixou de bater contra a minha boca que se extasiava apenas de duas ou três palavras. Agora canto e canto os poemas impossíveis. Sou uma estrela. A minha casa é onde finalmente os pássaros depositam as asas ao fim do dia.

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