A chuva sobre o verão cai como uma cidade se arrastando contra o mar, querendo vencer o tamanho das ondas quando elas vêm com o grito antigo que nega o silêncio. E por isso dói como amor descorrespondido, como amor calado, como amor ao contrário na flor exausta da espera. A chuva sobre o verão é o teu rosto feito num rosário de tristeza, que ninguém reza, que ninguém apanha do chão, mesmo que ilumine o charco da estrada, como aquelas estrelas que parecem cair do céu, resplandecendo num mínimo instante a nossa desatenção.
domingo, 26 de junho de 2011
A CHUVA SOBRE O VERÃO
A chuva sobre o verão cai como uma cidade se arrastando contra o mar, querendo vencer o tamanho das ondas quando elas vêm com o grito antigo que nega o silêncio. E por isso dói como amor descorrespondido, como amor calado, como amor ao contrário na flor exausta da espera. A chuva sobre o verão é o teu rosto feito num rosário de tristeza, que ninguém reza, que ninguém apanha do chão, mesmo que ilumine o charco da estrada, como aquelas estrelas que parecem cair do céu, resplandecendo num mínimo instante a nossa desatenção.
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