Prémio Poesia Manuel Alegre 2010, Menção Honrosa Prémio de Poesia Palavra Ibérica 2010, Mostra Labjovem Açores 2010, obra seleccionada para o Plano Regional de Leitura dos Açores.
a bainha dos dias
(instantâneos que demoram)
quinta-feira, 14 de maio de 2015
POEMAS VESTIDOS, NOVO LIVRO DIA 23 DE MAIO
Prémio Poesia Manuel Alegre 2010, Menção Honrosa Prémio de Poesia Palavra Ibérica 2010, Mostra Labjovem Açores 2010, obra seleccionada para o Plano Regional de Leitura dos Açores.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
POESIA REANIMADA em Ponta Delgada, dia 27 de Fevereiro
Será a na Livraria Solmar, a 27 de fevereiro, pelas 19 horas. Apresentação a meu cargo, com muitos amigos e amigas, espero eu... Grande abraço e até lá!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
apresentação do livro POESIA REANIMADA
É já no dia 16 de fevereiro, segunda-feira, pelas 21.30 horas A anfitriã será a Livraria SNOB, em Guimarães: não percam! Tragam abraços que vão ser precisos!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
número oito: com william shakespeare
o no! it is an ever-fixed mark that looks on tempests and is never shaken; não temas, o amor se é amor aguenta o inverno, como as amendoeiras, pondo flores na arrogância do frio; não temas, o amor se é amor não te sai das mãos, mesmo que percas a aliança, que há uma voz sanguínea que te leva o pensamento ao coração; não temas, o amor se é amor não precisa de grandes cuidados, apenas um poema de vez em quando, para podar as rosas e tirar o pó da grande mesa, onde nos serve o pão e a água de cada dia.
poema número sete: com rainer maria rilke
lösch mir die augen aus: ich kann dich sehn, que a minha velhice far-se-á do amontoado de pedras que foi imaginar-te, chegando a casa, colhendo as rosas, fazendo a sopa, afastando a febre, vestindo as crianças. wirf mir die ohren zu: ich kann dich hören, que o meu silêncio tem uma música por trás, como cortina que se rompe para fora da janela, mas ainda assim espanta o inverno do esquecimento. brich mir die arme ab, ich fasse dich mit meinem herzen wie mit einer hand, que eu não preciso do meu corpo para alcançar-te, que o meu corpo é um papel que se escreve sozinho, dizendo o amor que vê em vez dos meus olhos e que ouve em vez dos meus ouvidos e que te abraça em vez dos meus braços.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
CINQUENTA POEMAS TIRADOS AO AMOR DOS OUTROS: TENTATIVA NÚMERO UM:
amor é fogo que arde sem se ver, digo-o pela boca que já não te beija, que consente o silêncio e tira do coração xistoso uma combustão lenta, deixando durar o pouco que já não se vive, digo-o no redemoinho atrasado das mãos, pondo fósforos apagados onde antes havia um movimento que te percorria, amor é fogo que arde sem se ver, porque já não me escutas, se do alto do inverno, me ponho à tua frente, como uma casa aberta, onde a lareira explica a função da poesia.
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